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sexta-feira, 20 de março de 2015

A nuvenzinha triste

Era uma vez uma nuvenzinha muito branquinha, fofinha como flocos de algodão, que vivia muito triste lá no céu. Ela achava a vida dela sem graça, pois ficava lá parada, sem movimento, se cor, e sem utilidade.
Foi então que ela viu um passarinho cantando e voando lindamente pelo céu. E desejou se transformar em um lindo pássaro também, pois assim poderia alegrar todos com seu canto maravilhoso.
E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até que transformou-se em pássaro também. Mas logo percebeu que não conseguiria cantar e foi murchando, murchando, até ficar uma nuvenzinha triste novamente. 

Foi quando passou por ela um lindo avião, voando rápido pelo céu, levando muitas pessoas pelo ar. 
- É isso que eu quero ser! Um avião!
E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até se transformar em um grande avião. 
Mas ele não podia sair do lugar, nem levar ninguém para passear. Então foi murchando, murchando, até virar uma nuvenzinha triste novamente. 
Mas logo a pequena nuvenzinha avistou um helicóptero fazendo acrobacias no céu.
Era tão lindo que ela pensou: - Eu também quero ser um!

E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até que se transformou num helicóptero. Então percebeu que não conseguia fazer as acrobacias pelo ar e foi ficando triste, triste, murchando e voltou a ser a mesma nuvenzinha parada lá no céu.

Foi quando ela avistou um foguete, grande, forte, com grande propulsão, indo para uma missão no espaço, e pensou:
- É isto que eu quero ser! Um explorador do espaço!
Não perdeu tempo, e começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, e rapidamente se transformou em um simpático foguete. 
Porém não demorou a perceber que não poderia ser um explorador do espaço, pois não tinha motor para lhe dar propulsão.
 
Foi murchando, murchando, e ficou paradinha lá no céu, olhando crianças se divertirem lá no parque, soltando lindas pipas coloridas, com suas rabiolas balançando pelo ar. 
Elas pareciam tão felizes que desejou ser uma pipa e poder ajudar as crianças a se divertirem.
A nuvenzinha não perdeu tempo, e começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, e ficou igualzinha à pipa que avistou lá do alto. 
Só que a nuvenzinha não tinha a rabiola e por isso não poderia voar brincando com as criancinhas.
A pequena nuvenzinha ficou tão triste, que foi se esconder bem lá no alto do céu. E o vento forte que embalava as pipas foi ficando cada vez mais zangado com a nuvenzinha que só sabia reclamar da vida, e resolveu dar uma lição nela. 

Então assoprou bem forte a pequena nuvenzinha até uma terra distante dali.

Era um lugar muito triste, sem água, sem plantas, sem crianças brincando no parque, sem outras nuvens no céu, sem pássaros cantando alegremente pelo ar. 
Apenas areia, plantas secas e mortas pela falta de água.

Aquele cenário a deixou tão triste e emocionada, que imediatamente começou a chorar. 

Ela chorou tanto, tão forte e por tantos dias que a terra seca ficou molhada.
E logo os rios voltaram a correr ali. As plantas começaram a brotar e a VIDA voltou para aquele lugar. 


Com o passar dos dias, pássaros, peixes e outros animais voltaram a viver ali.
E a nuvenzinha percebeu então que tudo havia se transformado, e que ela foi a responsável por tudo aquilo. Só então ela descobriu sua importância aqui na Terra. 
 
E a nuvenzinha que vivia triste por achar que não podia fazer nada, ficou muito feliz e decidiu nunca mais sair dali. 
 
Assim ela achou o seu lugar no mundo e entendeu que tudo e todos são responsáveis por alguém ou alguma coisa. 

E viveu feliz para sempre! 
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